quarta-feira, outubro 27, 2010

Olhar Vago e Distante – a Força de Vontade.

Como é difícil ter força de vontade! Puxa! Realmente admiro aqueles que conseguem. Sabe, eu tenho que chegar ao ponto de pedir a minha empregada que esconda meu laptop de mim, só para evitar que eu me desconcentre dos estudos! Vocês têm noção do que é isso¿ Acho que eu sou a pessoa com menos força de vontade que existe nesse mundo!
Eu tenho que estudar, o relógio marca as horas. Tenho dois dias inteiros, só para estudar. É uma oportunidade e tanto! O relógio passa mais um minuto. Mais um minuto que se passou em vão. Mais um inútil minuto do qual eu não tenho força de vontade. Mais um. Agora já passaram dois, tic TAC, tic TAC. Finalmente, passaram-se 24hrs e o que aconteceu com aquele compromisso que eu tinha comigo mesma de ver apenas 1 episódio e depois passar a tarde inteira estudando¿ Hein¿ O que se faz com esse compromisso mais uma vez rompido¿ Isso me cansa. É muito mais difícil do que parece! É sempre um adiamento após outro, um após outro, um após outro (...) No final o resultado é esse frustrante adiamento interminável.
Sinceramente, a raiva me consome. Raiva de mim mesma. Raiva por saber que poderia ter tirado até mesmo 9.0 na bendita prova, mas não tirei porque me faltou vontade! É um tanto egoísta da minha parte, não é¿ Agora são horas e horas sentadas na mesa, batendo a ponta do lápis que já se quebrara tantas vezes sobre a folha de papel, totalmente em branco. Encarando aquele livro, aquele livro que diz “Anda! Lê logo e acaba com esse drama!” e encarando também, o meu bom e não-tão-velho computador, e minha meio-velhinha-televisão, ambos dizendo “Deixa isso aí, vem se divertir! Tem tanta coisa boa por aqui para vc curtir!” E a rima faz com que a “voz” do computador e da TV falem mais alto. NÃO POSSO! NÃO VOU! *Continuo sentada na cadeira, a essa altura já estava agoniante* e então começo a ler.
Finalmente! – eu penso. HÁ! Até parece. Qualquer coisinha me atrapalha, me distrai. Até mesmo aquela situação em que ficamos parados, apenas olhando para o vazio, com um olhar vago e distante. Até que chega alguém e faz um gesto com as mãos tentando te fazer voltar a realidade. E quem disse que era isso que eu queria¿ Aquele olhar vago e distante me faz viajar tão longe, conheço milhões de lugares, penso em zilhões de coisas, e conheço dezenas de novas pessoas.
*Volto para o livro* “Sendo assim, concluímos que em 1 hora a Terra gira 15 graus Celcius.” *me perco novamente naquele olhar* Vou para Paris, Londres, Alemanha, Groenlândia, México, Los Angeles, e muitos outros lugares cujo nome não me vem a cabeça. Se eu aprendi alguma coisa¿ Claro! E isso ajudou no meu desempenho escolar¿ Nem um pouco.
*Desistência* Encaremos os fatos: é impossível. Hora de adiar. Vou ceder à vontade de ver televisão, e amanhã eu estudo. Encaremos o segundo fato: em um dia não dá para ler 200 páginas e gravar tudo. Ainda mais quando não se presta atenção nas aulas. (esse olhar vago é muito freqüente).
Durante as aulas de tudo faço, olho para o quadro, escuto, aprendo, e quando me dou conta já estou lá em Portugal. Concentro de novo. O mesmo acontece. Tá, vou fazer os exercícios. Mais um livro para encarar, vamos lá! Leio, releio, reflito, a resposta chega na ponta da língua, e perco-a. Frustrante. Novamente. Leio, releio, reflito, e a resposta chega, chega, chega, escapuliu novamente! Desculpe, não consigo!
Vamos para a última tentativa: meditar. A meditação ajuda na concentração, e bastante. Funcionou¿ Ainda não sei, se um dia eu parar de ter esses constantes ataques de olhar distante aí saberei responder a essa pergunta. Por enquanto, nada.
Obrigada aos leitores – sempre.
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Beijos!

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