quinta-feira, dezembro 02, 2010

Formatura de C.A.

Até hoje eu me lembro -quase que perfeitamente- da minha "formatura" do C.A. Foi numa casa de festas muito animada, da qual eu guardo garrafas de lembrança até hoje. Aliás, eu guardo uma quantidade surpreendente de garrafas! Se vocês pararem para perceber, quas ninguém realmente COMPRA garrafas, nós simplesmente ganhamos em casas de festas, academias, ou então de bride com a bicicleta! Mas o ponto não é esse. A casa de festas era muito legal! Tinha um terreno enorme no qual eles colocavam vários brinquedos que -aos olhos das crianças- eram muito mais divertidos do que qualquer outra coisa que já havíamos feito na vida. Me lembro que lá havia um daqueles brinquedões infláveis, bang-jump e até mesmo aqueles 'campos' de futebol de sabão. Uma loucura de tão divertido! O que menos gostávamos era a quantidade de fotos! Sempre adultos nos perseguindo para ajeitar o vestido, o cabelo, etc. E as fotos não acabavam! Você estava no meio de um  pique-não-sei-das-quantas quando certa pessoa lhe parece, te passava um sermão básico e ficava te puxando daqui pra lá e de lá pra cá, só para tirar fotos. Até que chega o momento da REAL cerimônia. Essa tal cerimônia é como uma suposta formatura, porém, no CA. Ou seja, a tal formatura não é por termos feito vestibular nem nada, na verdade, é pelo simples fato de termos nos alfabetizado. Acho que o momento mais marcante da festa, e talvez o que eu tenha a mais fixa memória é de quando todos os alunos ficaram lá, de beca, sentadinhos nas cadeiras na espera de que seus nomes fossem chamados. Enquanto aguardávamos ansiosamente tocava uma música que -naquele momento- deprimia a todos (a música era Aquarela do Brasil). Uma música que, na minha opinião, é totalmente encantadora, mas isso não vem ao caso! Eu sei que ao chamarem nossos nomes pegávamos o "diploma" e depois íamos "comemorar" com nossas amigas e amigos. Uma alegria só, se querem saber!

Estou falando sobre isso porque hoje foi a "formatura" do meu irmão, que tem 6 anos. Uma correria! Eu acabara de voltar do jazz, estava sentada na minha cama, quietinha, lendo meu livrinho quando a Fernanda (governanta, ou empregada, uma palavra que não soa bem aos meus ouvidos) comunicou o que minha mãe havia dito a ela. Como em todas as festas que eu e meu irmão temos, chegamos atrasados. Primeiro foi aquela correria: se arruma rápido! anda! Bom, com toda essa pressão, nem tempo eu tive de reclamar, fui me arrumar rápido! Em 5 minutos já tinha tomado banho, colocado um vestidinho qualquer, sapatilha e arrumado a bolsa: câmera(que na hora me decepcionando, já que estava descarregada, como sempre!), celular(também descarregado, só levei porque sabia que minha mãe me mataria se não o levasse), beca do meu irmão(impressindível), meu livro (IM-PRES-SIN-DÍ-VEL) e outras coisinhas que agora já me esqueci. Estava chovendo. E muito. Vocês não tem ideia do sufoco que foi para pegar um táxi, e quando finalmente pegamos um, depois de eu já estar totalmente enxarcada e frustrada, o taxista disse que não nos levaria ao clube onde seria a festa porque, segundo ele, se fossemos a pé -será que esse homem é cego? TAVA CHOVENDO!- ele gastaria muito tempo a toa. Fiquei muito indignada! Saímos do táxi e logo cuidamos de pegar outro, dessa vez, em outra rua onde teríamos mais chances. O motorista era muito simpático! Riu de todas as minhas 'piadinhas' de indignação. Finalmente chegamos. Minha primeira impressão foi terrível, e cheguei a duvidar se o local era realmente o certo. Devíamos estar no clube israelita, onde estaria acontecendo um evento, uma festinha de criança, e ao contrário das minhas expectativas, me deparei com um terreno escuro, cheio de barracas meio-armadas e totalmente abandonado. Meu irmão, ao chegar, indagou: "Isto é uma feira?" No lugar dele perguntaria ao mesmo, se não soubesse que aquele era realmente o clube israelita, não sei se pelo fato de ter as siglas "CIB" ou pelo fato de estar repleto daquela estrela judia cuja o nome não me vem a cabeça. Foi nessa hora que me veio uma iluminação, havia um senhor ali por perto que disse: "a comemoração é no terceiro andar" Estava tudo explicado! Agradeci, e imediatamente me dirigi à escada, ignorando o fato de haver um elevador ao lado, subi as escadas correndo acompanhado da Fernando e do meu irmão. Subimos um lance, segundo andar, subimos o terceiro, opa, espera. O local estava tomado por um cheiro fortíssimo de eucalipto, como uma sauna. A porta que deveria nos levar ao evento estava trancada, e muito misteriosa. Descemos novamente ao segundo andar, dessa vez pegando o elevador. Agora fez mais sentido: chegamos a tal festa. Assim que cheguei, o meu irmão já quis sair correndo para ficar com os amigos, algo que a organizadora da festa -que devia ser mãe de algum aluno- não permitiu. Perguntou primeiro onde estava minha mãe, eu disse que estava a caminho, depois perguntou se eu havia trago a beca. Por um segundo eu tive dúvida, mas logo lembrei de que havia guardado na minha bolsa, e respondi que sim. Ela perguntou se eu me importaria de tirar a foto com ele, e eu disse que tudo bem, obviamente. Ficamos atrás de uma grande mesa, depois de muito esforço para conter meu irmão, e logo depois que a foto foi tirada, ele saiu correndo, me deixando numa situação bem embaraçosa, já que largou a beca e o chapéu no chão, e ainda me fez derrubar uma coisa de isopor que fazia parte do cenário da mesa. Que desastre! E isso ainda era nos primeiros 5 minutos de festa. Não sabia se ria ou horava, se bem que agora nada me preocuparua mais, afinal, só ficaria lá com o meu livrinho, quietinha, esperando a festa acabar. E foi oq ue eu fiz. Consegui alcançar metade do terceiro volume da série. Então minha mãe chegou e chegou a hora de entregar os diplomas, fazendo com que eu -por motivos morais e éticos- retirasse os olhos (que estavam fixos) do meu livrinho e fosse até lá. Vocês devem ter percebido que estou bem vidrada neste livro. Bom, se me conhecessem melhor, perceberiam que com todos os livros que eu gosto, fico assim. Fico vidrada e não consigo ler mais devagar, não consigo me controlar -ignorando o conselho da minha mãe- e acabo lendo de uma vez. É como chocolate quente. Em vez de beber de pouquinho em pouquinho e ir saboreando, bebo bem rápido e só consigo uma língua queimada e um gostindo de quero mais.

Bom, foi isso! Espero ter suprido a fome de vocês por textos, com essa postagem enooorme que eu consegui fazer. Hehe. Beijã, boa-noite!

PS.: Achei o blog da protagonista do meu livro!!! (meu, ha-ha-ha) saca só: www.filmesdeamorzinho.blogspot.com 

2 comentários:

  1. como sempre, sua maquina sem bateria... hahaha, vc escreve mtt beem!!

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  2. 1haha, nem me fale! Que ódio dessa máquina! Brigada, você também, assim como diz o seu perifl.
    tenho uma obs! A frase que vc pegou era da Clarice Linspector né? Então, quero saber de onde vem essa sua fissura por pector'' Com isso eu quero dizer, Spektor, Linspector, não soa familiar? RSRS, bj obrigada pelo comment!

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