sábado, janeiro 15, 2011

Regiões Serranas

A situação é mais precária do que eu imaginei. Agora está tudo calmo, nada mais desabando, e ninguém sendo soterrado, mas ainda sim, podemos ver o clima triste e deprimente que está presente e extremamenhte visível no rosto da população. Os que sobreviveram, perderam amigos e pior, familiares. Cada história é pior que a outra, e saber que isso não pode ser recuperado. Fico me imaginando no lugar dessas pessoas e sinceramente não sei se seria capaz de resistir a uma tragédia dessas. Minha mãe é médica, e já trabalhou no hospital de terê. Ela me contou a história de várias pessoas que perderam famílias, e fiquei chocada. Houveram mães que, no desespero, não conseguiram segurar seus filhos, que foram levados pela enchente, e outras pessoas que ficaram soterradas, aspirando lama, na esperança de que viessem socorrê-las antes que morressem. Houveram outros que estavam em casa, seguros, e então viam o noticiário e torciam para que nada de ruim tivesse acontecido com seus amigos, e parentes. Muitas pessoas acordaram no meio da noite ouvindo gritos de socorro e angústia, e outras acordaram já com a chuva entrando em suas casas, ou com o estrondo de barrancos desabando. Eu tirei muitas fotos, e assim que tranferi-las para o computador mostro à vocês. O golfe clube, onde o meu avô joga, foi menos afetado, mais ainda sim, partes do campo foram destruidas, e as pontes caíram, árvores se acumulam no meio das ruas... Ouvi histórias de pessoas que na correria, saiam de casa e viam corpos em seus quintais. O cenário é triste. São pessoas chorando por toda parte. E a única coisa que me anima é ver aqueles galpões lotaaaados de doações, e os moradores de teresópolis comentando que, se não fosse por nossa solidariedade, eles nem saberiam o que fazer! Isso dá orgulho, entendem? E acho que todos podemos ajudar de alguma forma. Outro aspecto que me deixou trantornada foi ver que pessoas que nem precisavam de nada, entravam nesses galpões e pegavam as coisas. Ou então ladrões que aproveitavam a ausência das pessoas em suas casas, e entrava, para saquear. Pessoas que pegavam sapatos, bolsas e coisas doadas para vender! Gente, o momento é de desespero, e de solidariedade, e tem pessoas  que ainda tem coragem de fazer isso?! Vamos doar, vamos ajudar! Poxa! A questão não é de rico ou pobre, mas de pessoas desabrigadas. E tem muitas! Pessoas que perderam tudo e não tem nem onde dormir, ou o que comer. Pessoas que estavam com a boca pipocada por desidratação. E pessoas que se encontram em estado de choque após perderem sua família inteirinha. É essa a situação, encaremos os fatos!

Nova Friburgo



A Prefeitura de Nova Friburgo informa que as pessoas interessadas em trabalhar como voluntárias podem se cadastrar na sede da Secretaria de Assistência Social, que funciona na Rua Augusto Spinelli, 160, Centro - Nova Friburgo.

Teresópolis

A Prefeitura de Teresópolis informa que as pessoas interessadas em trabalhar como voluntárias podem se cadastrar na sede da Defesa Civil, e não mais no Ginásio Pedrão. A Defesa Civil funciona na Rua Júlio Rosa, 444, na Tijuca. O telefone é o (21) 2742-7025.


Sumidouro

Quem quiser ser voluntário em Sumidouro pode se cadastrar na Rua Alfredo Chaves, número 39, no Centro, ou ligar para (22) 2531-1128.
Ministério da Saúde abre cadastro para voluntários. O Ministério da Saúde abriu nesta sexta-feira em sua página na internet um cadastramento de profissionais de saúde voluntários para o atendimento às vítimas das enchentes na Região Serrana. Em três horas, foram 131 cadastros por meio do formulário na internet. Os registros serão selecionados e colocados à disposição da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, que avaliará como será utilizada essa ajuda.




AJUDEM!

Um comentário:

  1. Bob,

    Por Favor não nos abandone. Estanos a quase uma senana sem postagens. Nós precisamos nuiiiiito delas!

    Bjs

    Lati

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